Uma instalação minimalista aliada a uma expectativa modesta pode transformar um mico em um cavalo de corrida

Exigir desempenho de um swivel netbook chinês pode parecer um despropósito, e é mesmo. Memória, processador, ergonomia, software – nada disso ajuda a formar uma boa imagem dos pequenos computadores que apareceram por aqui há uns dois anos. Mas, nessas horas a experiência, a criatividade e a observação juntas realizam milagres, e tornam algo inútil em uma preciosa ferramenta.

Há algum tempo escrevi uma análise sobre o pequeno exemplar que possuo. Daquele tempo para cá, aprendi muito. O aprendizado me proporcionou uma visão  melhor sobre o Android e a indústria de tablets. Falando sobre o Android, tenho uma opinião mais ou menos pessimista sobre esse fenômeno da tecnologia: acredito que mesmo com as evoluções que o sistema tem passado, o Android está muito longe de ser algo realmente sério. É muita coisa mal feita, mal resolvida e mal planejada num produto só. Mas aprofundar o assunto será tarefa de um outro post.
Vou falar mesmo é do que tenho em mãos. 800 megahertz, um quarto de gigabyte de RAM e uma estranha combinação de memórias para armazenamento de dados. Esse é meu Mox Pad 738. Corpinho razoavelmente bonito, funções interessantes e aplicativos em bom português. Software estável, bem protegido – verdadeiramente a prova de idiotas – e eficiente. Dou o braço a torcer nesses aspectos. Se tivesse construção padrão Apple, suporte técnico padrão Dell e marketing padrão Microsoft, seria um aparelho imbatível. Mas trata-se de uma iniciativa chinesa de baixo orçamento.
Importado por revendedores independentes, o Mox chega com manual muito simples, e a maior parte do que você precisa saber simplesmente não está lá e será necessária muita pesquisa para se descobrir o que precisa. Sistema operacional, aplicativos, extensões… funcionam relativamente bem, mas é necessário paciência para se aprender e dominar as funções. Apesar de tudo, porém, eu gosto desse aparelhinho. Consegui estudar minha pós graduação nele, gerencio minhas contas, me divirto na internet e posso dar utilidades diferentes a ele graças as dezenas de aplicativos que possuo.
Aliás, quando o assunto é aplicativo, meu Mox surpreende: roda qualquer coisa que não necessite root e não tem frescura para instalar. Atualmente uso um gerenciador do tipo midnight commander, um pacote de editor de texto e planilha, network sniffer e gerenciador financeiro. Percebi que não necessito de mais do que isso. O resto é dele.
Concluindo o post de hoje, o que tenho a dizer é que fico feliz por ter o pequeno Mox, tenho consciência de suas (muitas) limitações mas agora sei operá-lo convenientemente.

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