Revolta com o Morimoto

No começo fiquei espantado… depois fiquei triste… triste mesmo. Agora estou revoltado. Das coisas que um ser humano é capaz, o abandono é a mais dolorosa. Meu desabafo está aqui. Não deixe de ler.

<atualizado em 10.03.2014> Postei um último comentário no site do Morimoto. Segue a íntegra:

Pois bem, eu sempre soube que um dia isso aconteceria, mas o temor é uma coisa, e a realidade consumada é outra, bem mais assustadora. Enquanto os colegas de fórum escrevem frases concisas, impregnadas de consternação, eu me dou ao luxo de escrever uma pequena crônica. A crônica da morte anunciada.
Vemos, meus amigos, o fim de um tempo romântico, de um certo glamour conferido aos técnicos de hardware, software e redes. Nosso conhecimento não impressiona mais ninguém, nossos aparelhos são cada vez mais massificados, nossas carreiras perdem cada vez mais a relevância.
Nosso amigo Carlos Morimoto, talvez o mais iluminado de nós, aquele a quem recorríamos como salvador de nossas carreiras, deixou o mundo da informática para sempre. Deixou-nos muitas coisas boas, sim; mas levou de nós a coisa melhor que tínhamos: a esperança. Pièce of Resistance, este espaço nos foi oferecido graciosamente, e graciosamente crescemos e contribuímos. Mas mesmo as fortalezas mais fortes caem. Mesmo os heróis morrem.
Temo o futuro. Lamento o fim de uma Era. Olho para trás e sinto a felicidade dos tempos de jovem técnico. Levanto meus olhos no horizonte. O que vejo? Uma longa fila de perdas. Hoje, o Morimoto; amanhã, o portal; e logo, a carreira.
Citando uma frase de um velho relógio de Pamplona, “todas as horas ferem, mas a última mata”. Que pelo menos esta morte redima muitas vidas, e que um dia nos reencontremos com ânimo redobrado para levar em frente a paixão de nossas vidas.