Minha experiência com processadores Intel

Microcomputadores com processador Pentium foram os carros-chefe da oficina durante muitos anos. Ganharam a titularidade por serem econômicos, confiáveis e eficientes. De outubro de 1999 – data da aquisição do P54C popularmente conhecido por Pentium 133 até dezembro de 2004 – data da aquisição do último Pentium da oficina, foram co-responsáveis pela fase de maior criatividade e maior desenvolvimento técnico de minha carreira.

A tabela a seguir demonstra a aplicação e a interação dos equipamentos no período.

1999
Compra do Pentium 133 Mhz, 32 MB RAM, HD 1.7 GB , CDROM 24x Creative, Floppy drive.
2001
Troca para processador Pentium 166 Mhz, placa-mãe i430TX, 64 BM RAM, HD 6.4 GB, modem.
2003
Troca para processador Pentium 200 MMX, placa-mãe i430VX2, placa de rede.
2004
Compra do Pentium III 450 Mhz, 128 MB RAM, HD 40 GB
2006
Doação: Pentium III 650 Mhz, 96 MB RAM, HD 10 GB

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Era pré PRODAM

O Pentium 133 foi adquirido em 30 de outubro de 1999, e foi uma revolução em meu trabalho. O desenvolvimento de softwares mais sofisticados e pesados foi possível com este equipamento. Do ponto de vista técnico, o novo micro possibilitou o aumento do conhecimento sobre hardware de PCs.

A CPU foi adquirida de uma loja, com garantia de seis meses. Para começar a trabalhar, todavia, foi necessária a troca do gabinete. Outros itens foram adicionados aos poucos: o modem ainda em 1999: kit multimídia em 2000 e disco rígido de 2.1 GB em meados de 2001. O processador, econômico e estável, foi substituído pelo famosíssimo P166-S, em Abril de 2001. A memória subiu a 48 MB e o disco rígido novamente substituído, dessa vez pelo consagrado Quantum Fireball de 6.4 GB. Esta foi a configuração final do equipamento, que foi utilizado como base para agendas eletrônicas e palmtops, bem como plataforma de desenvolvimento de aplicativos em Visual Basic e estação de jogos eletrônicos. Definitivamente a fase mais produtiva da era pré PRODAM.

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Era PRODAM

Em fins de 2000 a oficina de software foi fechada, e todo desenvolvimento de aplicativos foi suspenso por tempo indeterminado. Cessou-se o suporte técnico aos aplicativos vendidos e o equipamento ficou de certa maneira desativado.

De abril de 2001 a abril de 2003 o micro não sofreu nenhuma reforma ou expansão. Em maio, porém, iniciou-se uma reforma tão profunda de hardware que pode-se dizer que foi construído um novo equipamento: foram trocados processador, placa-mãe, gabinete, adicionados placa de rede e interface USB. Pela primeira vez tive um gabinete Nilko, com máscara de drive de disquete, o que o dava um certo charme Macintosh. Tinha então um Pentium MMX 200 Mhz, 64 MB RAM, HD 6.4 GB, Rede, Som, Modem, VGA, USB, além da placa-mãe i430VX2, da Pc-Chips.

Apesar de ser um equipamento bem poderoso, estava no limiar da obsolescência, e acabou sendo desativado em favor do Pentium III. Todavia sua carreira não parou em dezembro de 2004: como segunda máquina funcionou ainda por mais um ano e meio, até ser vendida em abril de 2006, montado num gabinete desktop.

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A nova tecnologia

Apesar de não ser necessária, a substituição do MMx fatalmente aconteceria um dia. E o substituto estava em casa…

Pentium !!!

A história deste equipamento começa em 1999, quando foi adquirido novo pelo meu irmão. Veio com um processador Pentium II 350 Mhz (o único processador PII que tivemos) e 64 megabytes de RAM, Funcionou vários anos com várias configurações diferentes, até apresentar problemas na controladora de floppy drive e ser desativado. Permaneceu desativado por aproximadamente seis meses.

O conjunto desativado, formado pelo processador Pentium III de 450 Mhz, placa de vídeo S3 Trio e pela placa-mãe Seattle 2 da Intel foi adquirido em setembro de 2004. Permaneceu desmontado até o fim de novembro do mesmo ano, quando ganhou um gabinete full ATX da VCOM e um pente de memória de 128 megabytes da Spektek. Foi montado para testes no dia 30, e, acionado pelo Kurumin 4, funcionou por 6 horas sem incidentes. O teste foi considerado satisfatório e a montagem final, que contou com a aquisição do gravador de CD CRX230 da Sony e disco rígido Maxtor, de 40 gigabytes, além de uma placa de rede genérica foi concluída em meados de dezembro. O sistema operacional escolhido foi o Windows 2000, service pack 4.

Em abril de 2005, recebeu mais 128 megabytes de memória, bem como um modem US Robotics Sportster 33,6 kbps. Esta foi a última alteração de hardware e o equipamento funcionou ininterruptamente durante dois anos aproximadamente. Em julho de 2006, sofreu a primeira reformatação, após quase dois anos de uso intensivo do software básico. Foi desmontado em setembro de 2006, sendo substituído por um Celeron Tualatin. Permaneceu parado por três meses, à espera das peças que doou ao Celeron. Recebeu o seu antigo disco rígido, um novo gravador de CDs e 128 megabytes de RAM. Esta configuração, todavia, não durou muito tempo: a memória foi cedida a um equipamento em manutenção e foi desmontado novamente em Junho de 2007, em uma complicada seqüência de trocas que foi provocada pela chegada de um Athlon XP.

Em dezembro de 2007 foi remontado em um gabinete Casetek, com 192 megabytes de RAM (128 + 64), um velho leitor Creative 16x de controle remoto, um disco rígido NEC de 2(!) gigabytes, drive de disquetes, placa de rede, modem US Robotics Sportster, expansões USB e sua velha companheira S3 Trio.

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Era pós PRODAM

Minha carreira na empresa terminou em dezembro de 2005. Começava uma outra, mais difícil, na área de hardware…

O contato contínuo com clientes e fornecedores gerou algumas oportunidades para renovação e mesmo reforma de computadores, e graças a esses contatos adquiri meu último Pentium, descrito a seguir.

Era um conjunto formado pelo processador, da família Copermine, de 650 Mhz, uma placa-mãe PC-Chips M748 LMRT, com 128 megabytes de RAM, drive de disquetes, leitor de CD e disco rígido de 10 gigabytes, da Seagate. Estava em más condições quando chegou, e exigiu um esforço especial para poder ser útil novamente. O primeiro passo foi a desmontagem total, seguida de uma limpeza profunda com isopropanol. O gabinete, muito surrado, não foi aproveitado. Foi adquirido uma caixa da famosa marca Nilko, de cor branca. É um gabinete muito bonito, por ser inteiramente branco, com máscara para o drive de disquetes e duas baias para drives; tem estrutura muito bem projetada, com encaixes perfeitos e acabamento primoroso, com várias camadas de tinta. Comprei-o assim que o vi na loja, instalei uma fonte ATX e adaptei a chave liga/desliga.

Após dois meses de uso como segunda máquina, o disco rígido parou de funcionar sem motivo aparente. Foi substituído por um Western Digital de 40 gigabytes. Quase na mesma época ganhou mais 32 megabytes, e foi posto à venda. Vendido em Março de 2007 sem disco rígido e sem leitor de CD. O comprador solicitou a instalação de um gravador de CD, uma placa de rede e um disco rígido de 20 gigabytes, retirados de seu antigo computador, um Compaq Presario.

Planos futuros

Dificilmente comprarei um novo Pentium por três motivos:

Primeiro, a linha Pentium está sendo substituída gradativamente pela família Core, de alto desempenho, alto preço e alto consumo;

Segundo, não tenho necessidades especiais de processamento, logo não preciso ter um equipamento topo de linha;

Terceiro e último motivo:

Creio que a AMD terá processadores mais rápidos, mais econômicos e mais confiáveis. Minha escolha será inevitavelmente por um conjunto da família Athlon / Sempron.

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