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585 Horas

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O triste fim da EG-800

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Eu tive uma unidade bem parecida com a foto acima, e ficou comigo dois anos. De repente começou a apresentar problemas nas botoeiras e descarregava a atriz muito rápido. Chateado com a perda iminente de outro equipamento, pois é impossível recuperar uma Cassiopeia hoje em dia, joguei a infeliz de uma ponte perto aqui de casa. O aparelho caiu na água, foi arrastado por alguns metros e prendeu-se a uma rebarba do concreto da calha do rio. Imediatamente a tela ligou, e como já era noite quando eu cometi meu crime ambiental, pude assistir ao espetáculo bizarro do palm funcionando debaixo d’água. Mais bizarro foi passar pela mesma ponte na manhã seguinte e ainda perceber que o aparelho estava ligado. Triste fim.

Foi-se outro palm… e dessa vez sem prejuízo!

Durante algum tempo dediquei-me a um antigo desejo: ter uma coleção de palmtops. Cheguei a ter oito, de vários modelos: Palm m100, TX, E2, Z21 fora as CASSIOPEIAS. A coleção parou de crescer quando comprei meu primeiro aparelho Android, e começou a encolher quando a E-125 estragou e tive de descarta-la. Pouco tempo depois foi a vez da EG-800, que apresentou problemas nas botoeiras e também foi dramaticamente descartada.

Do lado dos palms, a coisa também não foi tranquila: o E2 da minha esposa apresentou problemas na tela, e tive de canibalizar uma das minhas unidades E2 para repara-la. Assim, fiquei com o seguinte inventário: um Palm TX, dois E2 (um operacional), um Z21, um Visor (da Handspring) e um m100.

O inventário diminuiu novamente quando vendi meu TX em dezembro. A tela já tinha perdido a sensibilidade na parte superior direita e eu já não tinha interesse em tentar conserta-lo (onde o Android repousa, o Palm não pousa). Logo, foi melhor vender. E então minha coleção reduziu-se a quatro unidades, ou seja, metade da coleção em seu auge. E o prognóstico é sombrio: tenho dois aparelhos Android, gosto da plataforma e não pretendo investir mais em aparelhos Palm ou aparelhos que carregam o Windows Mobile em qualquer encarnação.

Quase um ano depois

Quase abandonei o blog. Aposentei-me definitivamente como técnico consertador de PCs. Percebi que me falta atualização, ferramental adequado e paciência.

Atualização: Desde que fechei a oficina, em 2010, muita coisa surgiu no mundo da microinformática. Pelo menos duas versões do Windows, PCs com novas tecnologias, hardwares novos, discos de armazenamento de maior capacidade e volumes maiores de dados armazenados nos equipamentos, além da afamada convergência digital, que por si só se constitui como desafio temível. Sem atualizações técnicas, fico sujeito a cometer erros sérios.

Ferramental: Discos de backup de alta capacidade são essenciais para o trabalho em uma oficina. Placas de teste, ferramentas de precisão, monitores e KVMs, além de peças de teste e ensaios fazem parte de qualquer oficina moderna. Sem peças de teste, meios de backup e demais equipamentos, é impossível trabalhar.

Paciência: Já não tenho mais saco para aturar freguês chato, que usa software pirata em PC contrabandeado, cidadão quebrado que quer transformar PC obsoleto em PC última tecnologia com um upgrade de memória, fora o risco de se tornar um receptador de coisa roubada sem querer, guardando PCs de quem não conhecemos.

Enfim, um técnico sem ferramentas, recursos ou preparação psicológica não trabalha e não deve se meter a aventuras.